O que queres ser quando fores grande?

18 de fevereiro de 2019



Bailarina, bombeiro, cantora, médica, empregado de balcão, professora.... São inúmeras as respostas possíveis e impossíveis que demos e continuamos a dar ao longo da nossa vida. Esta é, provavelmente, a questão que mais nos colocam e à qual temos a capacidade de dar respostas diferentes ao longo do tempo. Mas, hoje, com vinte e sete anos, questiono-me ainda o que quero ser quando for grande. E, já agora, é quando esse for grande? E, serei a única a questionar-me sobre isto? Teremos já encontrado a resposta mais sincera e mais acertada a esta questão?

Não tenho grandes recordações de todas as minhas respostas, aquando da minha infância e adolescência. Mas lembro-me que professora de dança, pediatra e veterinária foram profissões pelas quais mantive alguma insistência durante largos meses.

O percurso académico foi-se fazendo e, no final da universidade, via-me a trabalhar numa editora. Dar vida aos livros que outros escreveriam. Ter a meu cargo a correcção, o design, a logística de um lançamento e a certeza de que, um dia mais tarde, seria eu estar do outro lado e a escrever para que alguma editora me lançasse.

Seguiu-se um primeiro emprego que me ensinou muita coisa. Que me deu a oportunidade, inclusive, de participar na edição e lançamento de um livro mas, que foi, de igual modo, o clique para a possibilidade de seguir rumo no mundo do digital. E, hoje, aqui estou eu. Depois de um ano a viver uma experiência de voluntariado, abracei um mestrado, no país que me viu nascer a descobrir as inúmeras possibilidades que o web tem para me oferecer. E, uma vez mais, questiono-me sobre o que quero fazer daqui para a frente...

A eterna insatisfeita que procura sempre algo. Que se agonia no momento em que se vê obrigada a sair da zona de conforto mas que continua a querer descobrir mais. Que se apaixonou pelo webdesign e que ambiciona, desta vez, dar vida à concepção do design de sites ou de aplicações. Mas, esta eterna insatisfeita é a mesma que também encontrou na comunicação digital, essencialmente no visual um lado que - também - lhe aquece o coração. Sou capaz de me perder horas e horas a fio a trabalhar em identidades visuais, flyers, brochuras ou newsletters.

Por isso, no momento em que ainda hoje me perguntam o que quero ser, a resposta continua a balançar num ainda não sei. Porque, no fundo, quero muita coisa. Porque, no fundo, a eterna insatisfeita encontrou várias opções que a apaixonam. Porque, no fundo, a resposta mais sincera e genuína a esta questão guardo-a para mim e não a partilho : ser blogger, viajar pelo mundo e escrever sobre isso! Mas, chiuuu, não contem a ninguém e deixem-me continuar a viver com os pés assentes na terra, respondendo não sei... mesmo se, no mais íntimo de mim, já conheço a resposta.

5 comentários

  1. acho que todos por aqui temos esse "sonho"... quem me dera que esse fosse o meu day-job. mas ao menos é um hobby fixe!
    TheNotSoGirlyGirl // Instagram // Facebook

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  2. Adorei e identifico-me tanto com as tuas palavras. Que bonito! E também respondo um não sei envergonhado!

    THE PINK ELEPHANT SHOE

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  3. Olha a minha resposta mais sincera seria "rica" depois disto incluiria a mesma que tu e viveria feliz da vida.

    https://www.sonhamasrealiza.pt/

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  4. Como seres humanos em constante evolução, é perfeitamente normal que os nossos sonhos e objectivos profissionais vão mudando ao longo do tempo. Porque nós também mudamos, crescemos, abrimos horizontes! E isso é bom, é sinal de que não estagnamos! Como diz um pensamento que eu adoro: "Por vezes, temos de deixar a vida que planeámos porque já não somos a pessoa que fez aqueles planos".
    Um beijinho**

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  5. Identifico-me muito com isso mesmo!

    Another Lovely Blog!, https://letrad.blogspot.com/

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