Job dating? : a minha primeira experiência

27 de novembro de 2018


















Job dating? Comecemos pelo início e vamos lá desvendar o que isto quer dizer! 

O conceito é algo bastante básico: um primeiro contacto com uma empresa, em modo de entrevista de trabalho, de forma rápida com uma duração entre sete a dez minutos. O objectivo passa por fornecer o CV e realizar uma troca de informações entre o candidato e o empregador visando a possibilidade de uma segunda entrevista. 

Este tipo de iniciativas tem crescido a ritmo acelerado em França (digam-me se também já ouviram falar disto em Portugal) por trazer consigo várias vantagens para os dois lados. Se, para o empregador é uma excelente forma de adquirir, de forma rápida e sucinta, currículos de perfis que lhe poderão interessar; do lado do candidato é a oportunidade perfeita para melhorar as capacidades de comunicação no momento de uma entrevista e ainda poder ter um contacto directo com diferentes empresas.

Assim sendo, na passada Quinta-feira decidi atirar-me ao meu primeiro job dating que era direccionado para estudantes ligados ao web e ao digital! Apesar das mais de seis horas de aulas e da pouca vontade em participar, lá me motivei a imprimir alguns currículos e dirigi-me ao campus da universidade. Cheguei e rapidamente me apercebi de duas coisas: que a maior parte dos estudantes que ali estavam eram da área da engenharia e da informática e que o numero de estudantes femininas era muito reduzido. Atrevo-me mesmo a dizer que o numero de mulheres presente naquele espaço - no papel de candidatas - podia ser contado numa mão cheia. Ora, posto isto, o principal objectivo era encontrar o ponto de diferenciação entre mim e todos os outros!

Haviam-me destinado três entrevistas rápidas. A primeira às 17h40 que acabou por se realizar com outra empresa, que não a prevista, mas na qual apostei por referir o possível enquadramento na área da comunicação. Sujeitei-me a um curto diálogo em inglês, que serviu para testar as capacidades e o resto desenvolveu-se numa conversa agradável. 

Já no que diz respeito às restantes duas entrevistas foram as que mais me interessaram! Ás 18h10 tive um primeiro contacto com uma empresa de desenvolvimento web onde expressei o meu interesse em trabalhar na parte mais técnica da formação, nomeadamente a parte visual e gráfica. Foi uma conversa muito agradável, com uma partilha de ideias, num formato descontraído. Falei sobre mim, os meus projectos, o meu percurso e terminamos os minutos que nos eram destinados a falar de algo em comum: Portugal! Isto porque o director da empresa é de origens portuguesas e depressa a típica questão vives em que zona de Portugal? lançou um último ponto de discussão.

Por fim, na terceira entrevista, uma vez mais o interesse pelo lado visual foi aquilo que prendeu o empregador ao meu perfil. E se aqui estamos a falar de uma empresa francesa dispersa por todo o país e considerada como uma das grandes empresas no sector da indústria, foi interessante perceber de que forma o meu perfil se pode enquadrar numa empresa deste género! Foi, literalmente, um abrir de horizontes! 

Não tenho quaisquer certezas de que alguma destas entrevistas se prossiga na realização de um estágio. Mas, acima de tudo, sei que foi uma experiência positiva para melhor compreender onde e de que forma me posso enquadrar em empresas de diversas áreas e um excelente treino para futuras entrevistas. Afinal, como em tudo na vida, a prática é a melhor forma de desenvolver uma sabedoria ! 

E agora vocês, conheciam este tipo de conceito? Já ouviram falar em algo deste género em Portugal? Já participaram? Partilhem comigo as vossas informações :) 

// Imagem proveniente de rawpixel no site Unsplash //

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